Documentário da National Geographic sobre o neo-nazi na America

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A supremacia branca neonazista chamado Craig Cobb, bem conhecido em Dakota do Norte por seus esforços para comprar terras em sua pequena cidade de Leith, e transformá-la em uma comunidade de supremacia branca , tem um toque de despertar desagradável na frente de um público televisionado nacionalmente.

Apresentadora de um Talkshow, Trisha Goddard acolheu Cobb em seu show como parte da ” Raça na América “. O homem de 62 anos auto-proclamado neonazista foi submetidos a um teste de DNA , convencido de que ele era de origem ariana pura .

Os resultados dos testes irônicas ? Acontece que Cobb é apenas 86 por cento Europeu. E os outros 14 por cento?

Cobb imediatamente tentou desmerecer os resultados como ” ruído estatístico “, e disse: ” Óleo e água não se misturam “, mas o barulho do público , juntamente com o riso desenfreado de outro convidado do Goddard – Uma mulher americana Africana vestida de trajes tradicionais – abafou as tentativas de Cobb em uma resposta.

Cobb disse mais tarde que ele concordou em reconheceu o teste do programa , porque ele ” assumiu que era a ciência “, mas afirmou que os resultados de DNA fosse um produto de ” covardes e executivos degradados “, cujo ” objetivo é chocar ” e ” promover o multiculturalismo “.

Análise do fascismo

O fascismo é um fenômeno que está ligado às contradições da modernidade, que não está restrito ao período entreguerras.
Denomina-se de fascismo o conjunto de movimentos e regimes de extrema direita que dominou um grande número de países europeus, como Itália , Alemanha e Hungria, tendo início nos anos 20 até 1945.

Entretanto, o fascismo ainda é associado ao nazismo e principalmente à história da Alemanha. É importante esclarecer que o nazismo é um projeto fascista. O fascismo é um fenômeno com características peculiares, dentre elas o autoritarismo, o antiliberalismo, o antidemocratismo, o anti-socialismo e o nacionalismo, além de ser um regime de manipulação de massas. Os regimes são obrigados a adotar meios violentos, amparados em uma polícia secreta eficaz e numa propaganda ideológica maciça. As grandes massas estariam inseridas na participação mecânica ou na militância fanática.

Todos os fascismos são marcados por uma busca de raízes nacionais ou raciais que explicariam a autenticidade de seu próprio movimento. Todos os líderes fascistas em suma propunham um mesmo programa, partilhavam a mesma concepção de mundo, criavam mecanismos similares de manipulação de massas, votavam o mesmo ódio e desprezo pelo socialismo e pelo liberalismo e perseguiam as minorias tais como judeus, homossexuais, comunistas ou deficientes físicos.

Além disso, o fascismo acusa as formas liberais de organização e de repressão, em especial o parlamentarismo liberal, de originarem a crise contemporânea. As posturas antiliberais tomam duas dimensões: de um lado a idéia de falência do sistema liberal e, de outro, o caráter geneticamente desagregador do liberalismo. O fascismo ofereceria uma variada gama de organismos sociais, onde o Estado deveria ser visto de forma harmoniosa, despido de contradições no seu próprio interior, bem diferentemente do Estado liberal, dilacerado por querelas de grupos. O Estado apresenta-se como fator de coesão nacional, capaz de reerguer a nação e restaurar a identidade nacional dilacerada pelas lutas ensejadas pelo regime liberal.

O Estado fascista busca seu poder político na unidade do povo. A única maneira de alcançar essa unidade entre povo e Estado, seria o Estado autoritário. Esse Estado não se caracteriza por uma autocracia e sim por uma policracia, com fontes autônomas de poder, com objetivos muitas vezes conflitantes, reunidos em torno de uma doutrina e de uma personalidade autoritária e carismática, o líder nacional.

Ele também possui um caráter intervencionista, pois organiza, normatiza e dirige a sociedade, com total desprezo por qualquer esfera exclusiva do privado. Neste campo, a principal tarefa do fascismo é fazer cessar as causas da desagregação social e, assim, transcender ao estranhamento dos indivíduos e dotá-los de uma identidade autêntica. A interferência permanente do Estado na vida privada dos cidadãos era parte integrante da mentalidade fascista, e um espaço vazio para a livre organização, mesmo que fosse um time de futebol, não era bem visto.

Já no plano econômico, o fascismo propunha um Estado que se apresentaria como a corporação do trabalho, supraclassista e acima dos interesses privados e de suas representações partidárias. Tendia a recuperar o primado político, submetendo o econômico a estreito dirigismo. A idéia básica era centrada na relação direta, de colaboração entre capital e trabalho, conforme o modelo corporativista. A política econômica pretendida pelos fascistas denomina-se autarquia.
Assim o dirigismo estatal e a organização corporativa, além de reconstruírem uma identidade perdida ao longo da instauração da sociedade industrial, liberal e de massas surgiam como poderoso instrumento anticrise.

O fascismo tem como característica básica a frieza, o distanciamento do outro, enquanto pessoa, em favor da identificação com um coletivo anônimo.

Ainda hoje, o fascismo é cultuado por alguns grupos, os neonazistas, espalhados pela Europa. Na Alemanha, a desnazificação é marcantemente incompleta e permite uma ponte visível entre o fascismo histórico e o neofascismo.

Bolcheviques e Moncheviques

Bolcheviques e Moncheviques

No século XIX, os movimentos de oposição ao regime czarista russo abriram portas para a formação do chamado Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR). Através desse partido, observamos a aglomeração de várias lideranças políticas visivelmente influenciadas pelos valores do socialismo marxista e interessadas em dar fim às imposições do governo vigente.

Apesar de possuírem interesses próximos, os integrantes do POSDR estabeleceram a criação de duas alas políticas fundamentais para o partido. Afinal de contas, apesar de buscarem o fim do czarismo, os social-democratas russos não abraçavam um único projeto de reconstrução do país. Foi nesse contexto em que observamos o desenvolvimento das alas menchevique e bolchevique.

O termo menchevique (do russo menshe, que significava “minoria”) designava a facção que realizava uma interpretação ortodoxa dos conteúdos do pensamento marxista. Liderados por Georgy Plekanov e Yuly Martov, os mencheviques acreditavam que a burguesia deveria liderar a nova república a ser constituída após a queda do Czar Nicolau II. Dessa forma, as forças produtivas seriam devidamente ampliadas para que uma revolução socialista acontecesse décadas mais tarde.

Por outro lado, os bolcheviques (do russo bolshe, que significa “maioria”), sob a liderança de Vladimir Lênin, acreditavam que o governo deveria ser diretamente controlado pelos trabalhadores. Com isso, a revolução proletária seria a responsável direta pelas transformações que modernizariam a economia russa e daria fim aos contrates sociais que marcavam o país. Segundo os mencheviques, a revolução na Rússia teria uma condução particular àquilo que fora proposto pelo marxismo.

Em 1917, a oposição entre mencheviques e bolcheviques alcançou o seu auge. Em fevereiro, os mencheviques tomaram o poder na Rússia e visaram estabelecer o desenvolvimento da economia capitalista no país. Contudo, o insucesso das ações políticas tomadas e a manutenção do país na Primeira Guerra Mundial acabaram gerando duras críticas. Nesse contexto, Lênin – com a publicação das “Teses de Abril” – denunciou o papel limitado do novo governo no atendimento das causas populares.

No início de novembro, os bolcheviques já tinham organizado uma força militar revolucionária que logo derrubaria a administração menchevique. A partir de então, Lênin e outros líderes do partido promoveram mudanças nas estruturas políticas e econômicas do país. Ao mesmo tempo, um grande exército de proletários foi organizado para conter as forças reacionárias que se opunham à experiência revolucionária.
Por Rainer Sousa
Mestre em História

O curioso

Seita dos Castrados na Rússia Tzarista

 
Nicolai Volkov é um etnólogo russo. Nos anos 30, cavou o passado de seu país em busca de um curioso episódio: existiu, na Rússia Tzarista pré-revolucionária, uma “seita de castrados”. Condenados à extinção pelo poder socialista, a seita reuniu, durante anos, pessoas que submeteram à castração.
 
Um livro recém-lançado na França (Le secte Russe des Castrats) relata a História. Homens entregavam-se à extirpação dos testículos e do pênis. Mulheres à amputação dos seios, algumas vezes dos grandes lábios, outras do clitóris.
 
Entre os castrados gozavam de grande prestígio algumas obras de Tolstói. Entre elas o conto Padre Sérgio. O texto narra a trágica vida de um jovem príncipe que, tomado por obsessões carnais, e delas tentando libertar-se, transforma-se em monge. Acaba, porém, seduzido por uma jovem. Atormentado pela tentação, escolhe, para salvar-se, um recurso extremo: amputa, de um golpe, o dedo indicador. A mulher, assustada, parte – e com ela afasta-se a vertigem do desejo.
 
(Marcos Augusto Gonçalves –Sexo Falando – Folha de S.Paulo, outubro de 1995)

Belle Époque

Neste período há ampliações das oportunidades e satisfação de desejos no cenário europeu, onde nota-se o enorme desenvolvimento em todos os aspectos desse cenário. Concomitante a isso eclode a psicanálise, a sociologia, variados tipos de credos (entre eles o espiritismo), além da figura da mulher ganhar espaço na cena política.

Entretanto com o “ar de euforia, impulsionado pelo estímulo ao consumo e às satisfações garantidas pelo próprio avanço da tecnologia, tornava-se mais evidente a apreensão de um mal-estar da civilização”. Logo, a Belle Époque também representou o “surgimento de novas sensações e estilos artísticos, interligados a esse pessimismo geral, quase que um anunciador do grande horror que a sociedade europeia viria a vivenciar, a Primeira Guerra.”

Uma figura extremamente conhecida que ilustra toda essa agitação é o Titanic, até então o maior navio de passageiros do mundo, tido como “inafundável”, que no entanto, assim como a nação europeia, entraria em colapso. Através do infográfico disponibilizado abaixo é possível conferir as semelhanças, a exemplo da divisão de classes.